Amigos e Amigas do Brasil:
Aproxima-se o momento da definição da caminhada, rumo à administração dos destinos da coisa pública de nossa Pátria Amada, o Brasil. Nestes dias de campanha, foi possível, para qualquer pessoa medianamente inteligente, traçar um perfil do que teremos nos próximos quatro anos. De fato, só a idéia de termos uma continuidade dos últimos episódios que assistimos nos assusta.
Um presidente não pode governar pensando apenas em seu partido ou nos seus correligionários. O presidente é o líder temporário de todos os cidadãos do seu país e deve dar ser um espelho ético-moral do país. O que ocorreu conosco? Temos um presidente que só se lembrou da base da pirâmide e do topo, ou seja, favoreceu alguns que lhe emprestaram apoio em troca de favores e alimentou mais de 50% da população que vive abaixo da linha da miséria, com promessa de fome zero, em troca do voto deles. Isto significa compra de votos em troca de um prato de comida, que pode ajudar naquele momento, mas não resolve em definitivo a situação deles.
A classe média, que é a base de qualquer economia bem sucedida do mundo, foi esquecida. Não se pensou na quantidade de empregos gerados pela classe média. Destruindo pequenos e médios empresários – formam milhares de micro empresas fechadas nos últimos anos – gerou-se uma multidão de sem terra, sem teto, sem rumo e desvairados que invadem e saqueiam tudo com um verdadeiro instinto selvagem.
O governo não coibiu nenhuma ação destes vândalos durante seu governo porque é um deles e esta é mais uma das razões que este governo nos envergonha. Vimos muitos andando com uma sentença judicial para ser cumprida contra os sem terra e ficar mais de 18 meses sem saber o que fazer com ela porque o próprio judiciário virou refém de interesses políticos impostos de cima para baixo. Hoje, a Polícia Federal, a elite da segurança nacional, virou capacho de interesses políticos-partidários do governo.
Por sua incompetência em cumprir as promessas de campanha, por não ter incrementado políticas de desenvolvimento, por ter sucatado o sistema de ensino sem investimentos na educação, por ter se tornado um péssimo exemplo no controle do dinheiro público, criou um bolsão de marginais, constituído de milhões de jovens sem perspectivas de futuro, a maioria negros e sem acesso à educação, que criaram um poder paralelo financiado pelo tráfico de drogas, capaz de desafiar as próprias estruturas do poder oficial. Aceitou dinheiro de suborno, aceitou dinheiro das FARCs colombianas, aceitou vender a imagem do Brasil.
Por não ter tido pulso firme para punir os correligionários que botaram a mão no dinheiro público, ele abriu um abismo moral na nação brasileira, criando o sentimento de certeza da impunidade e premiando o crime. O Brasil que já era desacreditado perdeu qualquer possibilidade de liderança na América Latina. Não foi este o seu compromisso diante do seu povo, sua terra, sua pátria, quando concorreu à presidência.
Um verdadeiro presidente deve governar até o último dia do seu mandato pensando na elevação do nível de toda a nação. Há quatro anos atrás o Brasil estava melhor ou pior do que hoje? Seja sincero, ao analisar a situação atual, você se sente mais seguro, mais assistido, com perspectivas de um futuro mais promissor? Tenho certeza que a resposta é não.
Você se orgulha do governo que tem? Tem confiança de deixar seus filhos sair para a escola ou para o trabalho? Tem observado quantos bons brasileiros, jovens e adultos, tem buscado na Europa, no Japão ou nos Estados Unidos outros campos de estudo e de trabalho? Quem perde com isso? Nosso país perde. Porque eles saem? Porque aqui não existem perspectivas. Vamos fazer com que nossas crianças e jovens nos agradeçam no futuro. Vamos fazer a coisa certa. Vamos trocar este presidente!
O autor deste, além de ser historiador, professor, conferencista, advogado e teólogo, também é um espiritualista que entende que no momento, para o futuro do Brasil, a melhor opção não é o continuísmo. Este governo deve ser punido pelos seus incongruentes desmandos. A melhor punição é não ser reeleito.
Neudir Simão Ferabolli E-mail: afupmpres@gmail.com