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A REGIÃO DO PANTANAL COMO

UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO

 

FUNDAMENTAÇÃO HISTÓRICA

  

Muito antes do início do Projeto Jardim em 1.995, o Rev. Dr. Sun Myung Moon já na década de 1950, estava trabalhando ativamente na construção de um modelo de sociedade ideal que no futuro viria a produzir frutos em muitos lugares e aspectos da vida em sociedade.

Uma das características fundamentais de todas as iniciativas do Movimento da Unificação é o seu caráter internacional, intercultural, interpolítico, inter-religioso e inter-racial. Todas as pessoas do mundo têm que ser um só povo sob um só Deus, como filhos de uma mesma família vivendo sob os mesmos Pais. Portanto esquerda e direita, democracia e comunismo, e todos os outros gismosh, perante Deus, são como filhos que perderam seus Pais e devem ser reunidos e harmonizados em torno de um ideal maior que é a Paz Mundial.

Seguindo esta linha de conduta, centenas de projetos foram e estão sendo desenvolvidos em mais de 200 países do mundo. Portanto o gProjeto Jardimh, que está sendo estabelecido na região do Pantanal, no coração da América do Sul, está inserido em um contexto bem maior e tem um papel a desempenhar na construção de um mundo melhor.

 Esta utopia de um mundo ideal, que foi sonhado por nossos ancestrais, é também a esperança das futuras gerações; no Movimento da Unificação este ideal é hoje conhecido como hTchon Il Gukh (o lugar onde dois se tornam um), a nação ideal onde Deus é o soberano.

E, é dentro da expectativa da construção do Tchon Il Guk, que o Projeto Jardim está inserido; com a responsabilidade de construir um modelo de uma gComunidade Mundial Ideal no coração da América do Sulh.

 

 

MOTIVAÇÃO

 

Este texto foi elaborado com o objetivo de esclarecer sobre a maneira como o Projeto New Hope se estabeleceu, como ele está se desenvolvendo e onde ele deseja chegar. As informações não vieram todas de uma só vez, vieram aos poucos e foram se misturando ao longo do tempo. Portanto se fez necessária uma compilação dos dados e uma reorganização para torná-lo compreensível. No entanto, a perfeição não é atingida da primeira vez que se tenta, portanto pedimos desculpas pelas falhas ao tentar colocar no papel um Movimento que está vivo e em formação.

De uma maneira bem genérica, este trabalho está composto de três partes: Motivação, Movimento da Construção de um Modelo e Conclusões. Por isso, pedimos que o leitor tenha cuidado, para poder entender adequadamente o texto como um todo, e formar dentro de si uma imagem coerente de um cenário que na realidade é bastante grande e complexo.

 

 

I - A Coréia como base para o desenvolvimento.

 

Quando Deus começou a criar o universo já tinha em mente como seria a finalização de seu trabalho, já sabia exatamente para que, e para quem, estava criando. Assim sendo, desde as primeiras interações energéticas havia uma finalidade, um plano muito bem definido. Como bons filhos do nosso Pai Criador, devemos elaborar planos detalhados em nossos projetos de vida prevendo inclusive várias alternativas, para o caso de alguma etapa não sair como planejada no início.

Somente quando entendemos todos os detalhes de um modelo já usado, torna-se possível adaptá-lo a outro caso. Contudo, a nossa situação aqui no Pantanal, é a da necessidade urgente de um choque de desenvolvimento, que nos permita restaurar a vitalidade de um sistema arbóreo antes exuberante. E ao mesmo tempo, trazer a prosperidade a uma região distante dos grandes centros mundiais.

Portanto, o modelo de que necessitamos, tem que se encaixar nestes parâmetros. Seguindo esse raciocínio, a Coréia do Sul apresenta um modelo importante a ser analisado, quando pensamos em um Projeto para transformar o Mato Grosso do Sul.

 

     1 - Preparação do Homem:

 

É comum as pessoas pensarem que basta dar condições materiais e tecnológicas que o progresso ocorrerá automaticamente, contudo na prática isso não ocorre.

O primeiro passo, a ser dado, em um processo evolutivo dentro da sociedade humana, é uma educação de qualidade.

Entenda-se por geducação de qualidadeh aquela que forma o ser humano como um cidadão íntegro, capaz de assumir responsabilidade social, livre em seu espírito e por isso criativo. Tal cidadão tem que ser forjado através de um processo que envolve teoria e prática.

É por esta razão fundamental que os primeiros anos do Movimento da Unificação na Coréia se caracterizaram por um extenso programa de educação, que rendeu milhares de diplomas, condecorações e manifestações de agradecimento público, por parte de diversos órgãos, de vários governos e partidos, em várias décadas.

Hoje em dia, quando a Coréia do Sul se mostra ao mundo como um modelo de educação, poucos são os que entendem exatamente que tipo de alicerce fundamentou o florescimento daquela nação asiática. Ao observar à longa distância, correremos o risco de perceber de forma distorcida a realidade e chegaremos a conclusões que não nos conduzirão a resultados importantes.

A Coréia do Sul alcançou um estado bastante avançado de desenvolvimento em um período de tempo muito curto, partindo de condições extremamente desfavoráveis. E é exatamente por isso que aquele modelo se torna interessante. Todas as condições externas eram inadequadas, mesmo assim foi feito acontecer. Portanto, aqueles que estavam lá, e fizeram acontecer, são os melhores mestres para nos ensinar o gcaminho das pedrash.

Um dos lemas que o Rev. Moon forjou aqui no Pantanal, fala de Fé Absoluta, Amor Absoluto e Obediência Absoluta para Deus. E à medida que o tempo vai passando, mais e mais vamos compreendendo por que esse tipo de fé, amor e obediência, tem que ser observados para que se possa levar a bom termo as iniciativas aqui estabelecidas.

Lemas e metas estabelecidas a longo prazo, e o próprio hábito de levá-los à sério, fazem parte de todo um processo de aprendizado, para quem quer chegar mais longe; e isso tudo tem que ser treinado na prática muito mais que apenas na gramática.

 

 

     2 - Preparação Técno-Centífica:

 

Um desses lemas, que foi passado para o povo coreano nos anos da década de 1960 foi: Amar a Deus, Amar a Humanidade e Amar a Criação. Portanto a ciência e a tecnologia puderam ser manuseadas pelo bem de toda a criação e não apenas do homem. Talvez a fonte principal do sofrimento esteja na utilização egoísta que os homens têm dado à maioria das suas iniciativas. Um ser humano egoísta com alta tecnologia é muito mais prejudicial do que um homem egoísta ignorante, sem técnica.

É claro que não é apenas um lema que vai mudar toda a maneira de agir de um povo, este é apenas um exemplo de um processo educativo coletivo, que tem que ser implementado, antes da assimilação de um conteúdo científico mais elaborado.

Acontece que os métodos e processos técnicos, que são aplicados na produção industrial moderna, têm muito mais a ver com ordem, organização e disciplina, do que propriamente com segredos tecnológicos inexpugnáveis. As descobertas científicas que levam à modernização da sociedade estão hoje disponíveis basicamente a qualquer pessoa bem educada e até mesmo na internet. A própria educação também está acessível e os recursos materiais podem ser disponibilizados por organismos internacionais, a quem tiver um bom projeto. A grande dificuldade é encontrar pessoas e sociedades edificadas sobre princípios éticos que permitam um investimento sem desvios.

 

 

      3 - Mobilização Nacional para o Progresso:

 

Não é suficiente que apenas uma parte esteja ativa e eficiente; se os vários setores da economia, da política, dos meios de comunicação, da educação e da sociedade civil em geral, não estiverem mobilizados, a prosperidade como um todo não virá.

Um dos exemplos desta mobilização nacional que funcionou e hoje é exportado pela Coréia do Sul, foi o chamado gMovimento Nova Vilah que começou no interior do país  e mudou completamente a realidade de todo o povo coreano.

A Coréia do Sul é um país pequeno, cerca de 99.000 Km²; o que significa dizer que a Coréia é apenas 10% maior que o município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Além da extensão territorial ser muito pequena, mais de 70% são cobertos por montanhas que não podem ser usadas para agricultura. Durante seis meses a neve e o frio inviabilizam qualquer atividade agrícola. Não há jazidas significativas de petróleo ou metais preciosos.

Como então, diante de um quadro tão complicado, este povo pôde elevar sua condição econômica, que nos anos de 1.960 era a metade da renda gper cápitah brasileira, para mais que o triplo da nossa renda atual? Como eles puderam se transformar num dos tigres asiáticos, enquanto nós continuamos em marcha lenta?

Todos dizem que foi a educação. Mas a própria motivação e a vontade política para a educação, têm que sair de algum lugar.

A Coréia tem uma longa história de mais de 4.340 anos. Foi invadida mais de 85 vezes; entre 1.905 e 1.945 foi anexada pelo Império Japonês e, depois de liberada no final da II Guerra Mundial, mergulhou em uma guerra sangrenta entre o norte e o sul que ceifou mais de um milhão de vidas e dizimou todo e qualquer recurso que pudesse ter ainda restado.

O que muito pouca gente fala por aqui é que foi o Movimento Nova Vila que fez a Coréia do Sul renascer como uma nação no início dos anos 60, e que este é o mesmo projeto de desenvolvimento que está sendo aplicado na China e até com o mesmo nome. E este mesmo Movimento Nova Vila é o que a Unificação Internacional está querendo trazer para o Pantanal.

Também é verdade que foi o Dr. Yoon Sang Kim, que junto com um punhado de amigos, começou este movimento na Coréia já em 1.955.

É claro que adaptações são necessárias. Mas se a China está usando este modelo e outros paises do sudeste asiático (até parecidos com o Brasil) estão usando o mesmo padrão, por que é que nós não poderíamos utilizar o mesmo modelo de sucesso? Às vezes, não é preciso ginventar a rodah, mesmo por que a roda já foi inventada e funciona muito bem.

 

 

II - Movimento em Nível Mundial

         

O Verdadeiro Pai - o Rev. Sun Myung Moon é assim chamado no Movimento da Unificação - trabalhou nos Estados Unidos por mais de 34 anos, para promover a Paz Mundial. Ele fundou dezenas de organizações que rapidamente se expandiram para o mundo, influenciando decisivamente o cenário internacional.

Várias frentes de trabalho do Movimento da Unificação tiveram um salto com os trabalhos do Rev. Moon na América. Como por exemplo, o estabelecimento do jornal The Washington Times, a Federação das Mulheres para a Paz Mundial, as empresas de pesca no Alasca, TV a cabo, Federação de Vitória Sobre o Comunismo, Federação de Professores para a Paz Mundial, a Fundação Internacional e Inter-religiosa para a Paz Mundial – que depois se transformou na Federação para a Paz Universal, e muitas outras, que levaram o Rev. Moon a se tornar um homem público mundial.

Apesar das críticas, que se vê na imprensa sensacionalista, é um fato inegável que o Rev. Moon se encontrou com todos os presidentes norte americanos nos últimos 40 anos. Ele é amigo pessoal do ex-presidente Mikhail Gorbachov, estabeleceu pactos históricos com antigos inimigos como Kim Il Sung, foi recebido e discursou na ONU em várias ocasiões.

As críticas e mal-entendidos partiram de setores da sociedade que se sentiam ameaçados de alguma forma pelas atividades do Movimento da Unificação mas, na maioria dos países desenvolvidos, estes rumores já foram completamente superadas. Além do mais, o barulho criado pelos críticos, de alguma forma serviu para chamar a atenção; ainda que inegavelmente, em alguns casos, trouxesse prejuízos e atrasos no desenvolvimento de algumas atividades. Contudo quando alguém que vem para trazer um bem, é criticado e acusado injustamente, atrasando assim seus trabalhos, quem mais perde são os necessitados.

Quando o Verdadeiro Pai chegou aos Estados Unidos disse que tinha vindo para apagar um incêndio, que começara na América, mas que estava se expandindo para o mundo. Disse que o sexo livre e as drogas estavam minando o cerne da sociedade cristã Norte-Americana e disseminando a mesma doença para o resto do planeta; disse que o cristianismo mundial estava perdendo a guerra para o comunismo. Muita gente protestou e tentou se livrar dele, mas o tempo passou e hoje em dia o Rev. Moon é aclamado na América por aqueles que antes foram os seus maiores acusadores.

No Japão e na Europa isso também aconteceu. Contudo, nunca na história humana alguém que veio para revolucionar o gstatus quoh estabelecido e renovar velhos hábitos enferrujados, foi bem recebido e aplaudido no início; só a história acaba mostrando quem realmente tem valor e caminha para alcançar um bem maior futuro.

 

 

III - Por que o Projeto Jardim?

                                

      1 - Problemas de Alimentação.

 

Ainda antes do Rev. Moon ir para os USA, já em 1.965 ele fez uma turnê mundial por 40 paises. Depois de sua passagem pela América do Sul ele instruiu ao Presidente Yoon Sang Kim para que - por ser agrônomo - pesquisasse sobre a possibilidade da América do Sul vir a ajudar a resolver o problema da fome no Mundo. Do resultado destas pesquisas um livro foi publicado na Coréia em 1.977 sobre os cinco paises com o maior potencial para resolver o problema da fome do mundo. O Brasil junto com o Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia eram os países selecionados muito antes de qualquer um falar em MERCOSUL.

É natural que as pessoas que residem em um determinado lugar se sintam ameaçados por alguma organização internacional recém chegada. Isto é ainda mais evidente nas regiões rurais onde a cultura cosmopolitana não esteja bem estabelecida. Contudo, tão logo as verdadeiras intenções sejam conhecidas o medo do novo acaba se esvaindo.

 No entanto, é necessário superar o medo do desconhecido e até mesmo algum preconceito eventualmente disfarçado, para que a cooperação e o trabalho em harmonia possam deixar fluir os novos ares que trazem uma compreensão diferente, daquilo que antes era considerado como uma dificuldade ou problema, que inviabilizava o desenvolvimento. Na realidade fomos criados por nosso Pai Criador com suficiente capacidade para dominar todos os aspectos da natureza. Ainda que, em muitos casos, seja exatamente o nosso Pai Celestial que colocou a dificuldade para nos induzir a trabalhar irmanados, para que possamos juntos conquistar um objetivo maior.

 A fome é hoje o causador da maior matança anual de que se tem notícia. São cerca de 20 milhões de mortos todos os anos, sendo que em 2.002 foram aproximadamente 36 milhões de mortos. Na história humana nenhuma guerra, nem doença, jamais matou tanta gente. Contudo, surpreendentemente, muito pouco tem sido feito para resolver este problema crônico.

Nosso Pai pensa que só a América do Sul pode resolver este problema.

Pelo fato da América do Sul ser o único lugar do mundo que pode resolver o problema da fome de toda a humanidade é que o Movimento da Unificação a considera tão importante. Assim sendo, os interesses religioso e econômico não estão sendo considerados no Projeto Jardim (ou Projeto New Hope).

 

 

      2 - Problemas com o Meio Ambiente.

 

Depois do final da II Guerra Mundial a velocidade da ação do homem sobre o meio ambiente aumentou assustadoramente. Com o surgimento da moto-serra e a utilização do gcorrentãoh (sistema em que uma corrente muito pesada é presa a dois tratores fortes que se movimentam paralelamente, derrubando toda e qualquer vegetação), os desmatamentos assumiram proporções muito acima da capacidade de recomposição vegetal natural, abrindo assim o caminho para a desertificação e o assoreamento dos rios. É verdade que a agroindústria é necessária e benéfica, mas também é verdade que a busca pelo lucro desmesurado tem incentivado o consumismo desnecessário em alguns lugares, enquanto em outros não há nem sequer o mínimo para se sobreviver.

A utilização de defensivos químicos em larga escala, na agroindústria, sem se observar critérios que preservem a biodiversidade, tornaram extensas áreas do globo inviáveis para a produção orgânica natural. Por outro lado, o acréscimo de conservantes e outros componentes químicos no transporte, processamento e embalagem de alimentos, transformaram nossa alimentação em uma fonte de problemas.

Como regra geral, sabe-se que a alimentação humana deve ser muito variada para que o organismo tenha a chance de assimilar tudo aquilo de que necessita. Além disso, há entre os vegetais, frutas e carnes, alguns grupos que agem em áreas específicas e que não podem faltar. Portanto a arte da alimentação é uma ciência natural que não pode ser desconsiderada ou abusada no processo da produção, transporte e armazenamento. A disponibilização de alimentos não pode ser feita segundo critérios meramente de quantidade e lucratividade, compensando-se as deficiências com remédios químicos. Na natureza há uma imensa fábrica de suplementos minerais orgânicos vivos, que tem de ser preservada e disponibilizada para toda a família humana. O Pantanal ainda preserva muitas dessas preciosidades.

Todo mundo sabe que a Amazônia é o último pulmão do globo. No entanto, em 1.995, cerca de 15% deste ecossistema estava desconfigurado, já em 2.006 perto de 25% estava comprometido ou destruído. Na velocidade em que o desmatamento está ocorrendo em muito pouco tempo não haverá mais o que salvar.

Quem pode fazer alguma coisa para prevenir esta catástrofe? A partir de onde se pode mostrar um modelo de revitalização de uma floresta tropical, que possa servir de exemplo para a Amazônia?

O Pantanal pode produzir um modelo de reflorestamento, de reavivamento, que pode salvar o pulmão do globo terrestre.

Contudo hoje em dia, o Mato Grosso do Sul tem um PIB anual que representa apenas 1% do PIB brasileiro; o Pantanal está agonizando e a população é ainda pequena para as necessidades de desenvolvimento; portanto, não se pode dizer que esta região seja próspera ou que apresente modelos de vitalidade.

Assim sendo, a educação a economia e a tecnologia tem que ser muito incrementadas para que o nível de bem estar social seja melhorado e possamos nos constituir em um exemplo para os outros.Um dos condicionantes que tem impedido o desenvolvimento da região, está na percepção do próprio homem de como enfrentar e vencer os desafios.

O Projeto New Hope está trazendo um modelo que pode alterar completamente essa situação em pouco tempo. Contudo é preciso que os líderes do Pantanal percebam a viabilidade deste projeto e trabalhemos irmanados olhando para o mundo e não apenas para os nossos pés.

Já se passaram 12 anos desde o início do Projeto Jardim. Nestes doze anos praticamente todo o potencial do complexo educacional construído em Jardim não foi utilizado para o bem do Pantanal. Realizamos encontros internacionais sobre o Pantanal em Washington, em Corumbá e em Assunção no Paraguai; seminários estes que contaram com a presença de autoridades e líderes de todo o Continente Americano. Sobrevoamos, junto com especialistas internacionais, todo o rio Taquari, verificando a questão do assoreamento, inclusive com apoio governamental. Sempre procuramos encontrar alternativas viáveis que nos dessem mais esperanças, contudo ainda sentimos que o que temos conseguido é muito pouco e que sem uma mobilização de toda a sociedade não será possível. Contudo não adianta ficar chorando sobre o gleite derramadoh, compete a nós olhar para o futuro e compensar de alguma forma os atrasos do passado.

Portanto, quando não há interesse isso é mau, por que só quando nos interessamos é que podemos procurar, escutar e analisar, outras possibilidades que podem resolver antigos problemas. Em pouco tempo, talvez uns oito anos, será possível elevar a região do Pantanal aos níveis de desenvolvimento do sudeste e do sul do país.

As condições climáticas no mundo estão mudando dramaticamente. No Brasil, até furacões já estão aparecendo, chuvas em excesso ou falta de chuvas. Todos nós sentimos internamente que tudo isso tem a ver com a maneira como o homem está tratando o meio ambiente. Os desmatamentos, a grande descarga de poluentes na atmosfera, e a infiltração de pesticidas no solo, sem uma filtragem adequada pelas plantas, são fatores que levam a um quadro de falência total das condições que permitem a existência da vida humana sobre a Terra.

         Ainda assim, acreditamos que o Pantanal tem um imenso potencial. O solo ainda contém grande quantidade de raízes e sementes que facilmente podem restabelecer o sistema anterior ao desmatamento. O grau de degradação do solo provocado pelo acúmulo de defensivos químicos ainda não atingiu a saturação. Portanto há ainda uma boa chance do Pantanal se recompor em pouco tempo e se tornar um modelo para outras regiões. Essa é uma das razões porque o Projeto New Hope está se instalando no Pantanal.

É fundamentado em toda esta conjuntura, que pedimos a você que nos ajude, para que juntos construamos um movimento que possa revitalizar o Pantanal, trazendo um progresso responsável, em que todas as partes envolvidas possam compartilhar dos benefícios. Mas que, sobre tudo, possa ajudar toda a Família Humana e o planeta como um todo, pois só o Pantanal tem o potencial para essa revolução renovadora.

 

Por favor, leia os anexo I, II e III, isto auxiliará seu entendimento.

 

 

       3 - Necessidade de um Modelo

 

Uma das coisas que choca ao estrangeiro que chega à região do Pantanal é a maneira como as pessoas vivem, e a sua interação com o meio ambiente.

A pobreza não é um defeito, nem um karma insuperável; ela é muito mais o resultado do nosso modo de produção e de nossas relações de produção com nossos semelhantes.

O Brasil como um todo, carece de um modelo de desenvolvimento, de uma meta para onde caminhar. Os governos se sucedem e as diretivas mudam rapidamente, sem que se saiba exatamente por que. Não temos gMetas Nacionais Permanentesh que possibilitem ações à longo prazo. Assim sendo, os empresários e as organizações da sociedade civil em geral, ficam ao sabor da maré dos ânimos políticos que costumam ser bastante voláteis.

Como não temos metas nacionais, também não temos objetivos regionais permanentes, o que dificulta enormemente o desenvolvimento.

Alguém disse que, para quem não tem para onde ir, qualquer caminho está bom. Nós poderíamos dizer que, quem não sabe para onde vai, também não tem motivação alguma para qualquer direção.

Precisamos urgentemente de um Modelo de Desenvolvimento Permanente, compatível com as necessidades e potenciais do Pantanal. Um modelo que vá para além das flutuações políticas. Por isso tem que ser interpartidário, inter-político e inter-religioso.  Tem que ser um modelo que seja realmente capaz de agregar toda sociedade pantaneira e motivar toda nossa gente, por um período de tempo muito longo.

Ainda, acima de tudo isso, precisamos de pessoas realmente altruístas que sejam capazes de seguir adiante, mesmo quando parece que não há mais chance.

O Movimento da Unificação tem todas as características e a experiência necessária para levar a cabo tal tarefa. Apesar de que os preconceitos têm dificultado uma parte dos trabalhos, não há como deixar de ver como esta necessidade do Pantanal se encaixa com o potencial do Movimento da Unificação.

Somente um homem de visão como o Rev. Moon poderia ter tido a percepção destas necessidades do Pantanal, e a grandiosidade de coração para se lançar em tal cruzada, sem nenhuma expectativa de lucro mundano. Qualquer um que entenda as reais motivações por trás do Projeto New Hope, não tem como deixar de expressar gratidão a alguém que vem para cá com o espírito de ajudar e dar, sem esperar nenhum retorno. Isto, nestes dias tão áridos de Amor Verdadeiro e de iniciativas verdadeiramente altruístas é até difícil de acreditar, daí à desconfiança o espaço é muito curto.

 

 

 

MOVIMENTO DA CONSTRUÇÃO DE UM MODELO

 

         I - Pesquisa.

 

      Já existe um modelo de desenvolvimento bem sucedido na Coréia, para realizá-lo aqui no Pantanal, uma pesquisa tem que ser levada a cabo em larga escala e tem que ser testada a campo, afim de que possa ser redimensionada para as nossas necessidades.

      Dentro do Projeto New Hope foi estabelecido o Instituto Natural de Desenvolvimento da América do Sul (INDAS). Este instituto, tem atuado tentando levar a diante algumas idéias que buscam o desenvolvimento sustentável. Uma destas iniciativas, foi levar comitivas de líderes para visitar a Coréia do Sul, e para verificar gin locoh como estão indo as coisas por lá; sendo que todos voltaram entusiasmados com a realidade daquela pequena, mas pujante nação oriental. Portanto, pesquisa não deve ser feita apenas em laboratório e sala de aula; só depois de muita pesquisa é possível ter a certeza para julgar um gProjetoh.

Também estamos estabelecendo o IPPN (Instituto de Pesquisa do Pantanal Natural), com a finalidade de estimular a sociedade a agir em resposta às agressões que tem sido perpetradas contra o Pantanal.

 

 

II - Educação.

 

A revista gVEJAh de 16/02/2005 fez uma ampla reportagem sobre o desenvolvimento da Coréia do Sul como uma revolução pela educação e trazia estampado na capa: gA CORÉIA FEZ, O BRASIL TAMBÉM PODE FAZERh. Mas a revista não falou nada sobre gAmor Verdadeiroh, gHomem Verdadeiroh ou gFamília Verdadeirah.

 O Amor Verdadeiro é um tipo de Amor Público que leva o ser humano a se sacrificar pelos outros, sem esperar nada em troca, é um tipo de sentimento puro altruísta, que permite a união dos opostos em torno de um propósito mais elevado. Sem esse tipo de Amor Verdadeiro o homem não é capaz de construir uma sociedade verdadeiramente desenvolvida.

Homem Verdadeiro é aquele que é capaz de sacrificar um bem menor por um propósito maior. O Bem Público tem que estar acima de qualquer benefício individual. Assim sendo, a corrupção, que busca o benefício egoísta, tem que ser superada para que o processo evolutivo possa ocorrer. Um Homem Verdadeiro está cheio de Amor Verdadeiro e vive pelo Amor Verdadeiro. Este tipo de homem consegue sentir a recompensa que o Céu oferece àqueles que fazem o bem sem ver a quem. Há recompensas internas que são mais valiosas que qualquer incentivo do plano físico.

Família Verdadeira é aquela que é composta de três gerações vivendo juntas em Amor Verdadeiro. Os avós representam o passado, os pais representam o presente e os filhos representam o futuro. Portanto, nesta Família Verdadeira, é possível conciliar os interesses de três eras, forjando um caráter com uma ética elevada que impulsiona o indivíduo em direção ao Céu.

Todavia a educação meramente científica sozinha, não é capaz de produzir uma revolução cultural que possa alterar o imobilismo característico da falta de perspectivas.

Uma boa idéia continuará sempre sendo apenas uma boa idéia, enquanto alguém não se decidir a implementá-la. Assim, na história humana, grandes idéias ficaram apenas no papel por séculos. O Pantanal e a fome no mundo, não têm tanto tempo assim para esperar.

Portanto temos que estabelecer um processo educativo de massa afim de que, também no Pantanal, surjam os líderes que conduzirão esta terra a um novo patamar de bem estar. Só com entusiasmo e determinação é possível forjar o progresso.

 

 

III - Educação ambiental.

 

Os especialistas estimam a biodiversidade de plantas brasileiras em torno de 50.000 espécies, enquanto a Coréia tem apenas 5.000 espécies.

Existem centenas de espécies de peixes no Pantanal, grande variedade de animais, pássaros e insetos ainda nem sequer classificados ou estudados. Além da riqueza das águas superficiais, no subsolo existe o Aqüífero Guarani que também ainda não foi completamente dimensionado ou entendido.

Com riquezas tão fantásticas à disposição parece difícil, ao recém chegado, entender a pobreza da nossa gente.

A lei atualmente em vigor estabelece que 80% da área pode ser desmatada. Esta lei permitiu uma grave distorção; indivíduos pouco preocupados com o futuro costumam eliminar completamente as árvores da melhor parte de suas terras, deixando os 20% da chamada greserva legalh naqueles lugares onde a vegetação é mais fraca. Com isso, na prática, quase 100% da área acaba não se prestando para a renovação vegetal. Portanto, nós aqui no Pantanal, devemos buscar como meta um novo sistema, que use pouca terra – para poder preservar nossas matas - e gere grande lucro, e que permita que estes benefícios fiquem no interior do país.

Esta lei que permite o desmatamento de 80% da área de uma fazenda na região do Pantanal é uma lei criminosa que tem que ser revista. Isto é uma vergonha que abre as portas para todo tipo de devastação num dos últimos santuários ecológicos do Planeta.

De toda água que existe no planeta Terra 97,4% são águas salgadas, só 2,6% é água doce. Portanto deixar morrer o Pantanal é um crime contra a humanidade e este tipo de desrespeito não pode continuar.

 

 

 IV - Produção economicamente interessante com ganhos ambientais.

 

              1 - A pecuária extensiva.

 

Nos dias atuais a pecuária extensiva – que é a atividade econômica predominante no Pantanal – produz muito pouco lucro, com a utilização de grandes extensões de terras. Sendo que este lucro normalmente não fica no meio rural.

Existe ainda, um outro problema para o qual poucos estão atentos. Vinte e tantos milhões de cabeças de gado, pisoteando o solo pantaneiro dia e noite, causam a compactação da camada superficial, provocando a impermeabilização. Isto faz com que a água da chuva escoe rapidamente, sem penetrar no terreno, causando erosões.

Os 20 ou 30 cm, da camada superficial do solo, são fundamentais para o reabastecimento do lençol freático. Quando isto não funciona bem, toda e qualquer semente ou raiz que tenha sobrado do desmatamento, vai se inviabilizando. As florestas são reservatórios da água potável do planeta, são como que açudes verdes, que armazenam a água e vão liberando aos poucos, depois de ter filtrado e purificado a água da chuva.

As árvores, e todo o sistema a elas associado – como vermes, insetos e animais, funcionam como gdescompactadoresh do solo, tornando-o permeável às águas das chuvas. O solo das florestas absorve até 80% da água de uma chuva pesada.

 

2 - Produção Natural Orgânica.

 

Apenas a fruticultura tem todos os componentes interessantes para o Pantanal. A revitalização de um sistema bastante ameaçado. Melhora significativa da qualidade do ar; com conseqüente melhora das condições climáticas – que tem piorado dramaticamente no Brasil. Utilização de muita mão de obra – um trabalhador para cada dois hectares. Alta lucratividade. Atividade que pode ser isenta de poluentes químicos – portanto mais lucrativa. Produção de resíduos que podem ser utilizados para alimentar pequenos animais – que podem ser criados em baixo das árvores, aumentando a lucratividade, ou na alimentação de peixes. Sendo que o lucro costuma ficar perto de onde é produzido.

 Não podemos deixar de enfatizar a questão da recomposição de um sistema que era caracterizado como gmato grossoh, e que hoje em dia já não é ggrossoh e quase não tem gmatoh.

Aliás, nesta esteira de raciocínio, seria muito mais interessante mudar o nome do Estado para gEstado do Pantanalh, com a sigla PN, que se confundiria como um sinônimo de Produto Natural, contribuindo enormemente para um marketing internacional.

A agricultura moderna não gera muitos postos de trabalho, ainda que um pouco mais do que a pecuária extensiva. E estas duas atividades, bem como a maioria dos agronegócios, não deixam o seu lucro no meio rural, pois ele acaba escapando para os grandes centros urbanos, onde as empresas têm as suas sedes.

Apenas colocando alguns dados para efeito de comparação: Em 1(um)  hectare de terra, a pecuária extensiva deixa de R$ 30 a R$ 50 por ano; já a agricultura pode deixar 10 ou 20 vezes mais; a criação de avestruzes pode deixar 100 vezes mais; e a fruticultura pode deixar até 200 vezes mais. Além das frutas, das madeiras, das flores e das raízes, podemos colocar a apicultura e a piscicultura consorciadas com a fruticultura, aumentando ainda mais os lucros.

Vamos pensar um exemplo: Se plantarmos 20.000 ha., com árvores frutíferas, precisaremos de 10.000 trabalhadores. Portanto, se usarmos apenas 10% do estado de Mato Grosso do Sul, com fruticultura, precisaríamos uma população superior a 5 milhões de habitantes para dar conta do trabalho.

A criação de animais como a capivara, o cateto (porco do mato), a ema ou até mesmo avestruzes, pode ser feita em consórcio com a fruticultura orgânica ou o reflorestamento para fins comerciais. Espécies exóticas poderiam ser introduzidas em algumas áreas para a produção específica de outros produtos comercialmente interessantes, contudo nossa concepção geral caminha mais na direção de espécies nativas.

Existem vários tipos de greflorestamentosh possíveis, que podem ser feitos consorciados com outras atividades. Por exemplo: Reflorestamento para a produção de madeira de boa qualidade, consorciado com ganhos ambientais; reflorestamento com árvores frutíferas consorciado com a criação de peixes e pequenos animais; reflorestamento consorciado com o turismo, onde o turista planta uma gárvore memorialh registrando a sua passagem pelo local.

O Movimento Nova Vila, repovoou todo o território da Coréia do Sul, com árvores de várias espécies que foram plantadas por que a vegetação natural tinha sido dizimada. Ao olhar hoje, um leigo verá simplesmente que tem muitas árvores, não saberá que elas foram plantadas para proteger o solo e equilibrar o clima; elas não tem finalidade como madeira ou alimento.

Por vezes só descobrimos o valor de coisas muito preciosas, depois que já as perdemos.

O Pantanal é conhecido e reconhecido como um ambiente ainda não poluído. Portanto, nada mais natural do que a produção orgânica, vir de um lugar já conhecido por ser um ambiente natural, ainda próximo do original.

Grandes investidores transnacionais estão ávidos por negócios que envolvam produtos orgânicos. Além do mais, tudo que vem de regiões de florestas tropicais e colabora para a manutenção de sistemas preservados, têm um apelo especial junto à camada mais rica da população mundial.

Os produtos orgânicos, naturais, sem defensivos químicos, têm um marketing já pronto nos países mais desenvolvidos e que cresce a cada ano. Como exemplo, poderíamos citar o caso da Austrália, que exporta cerca de US$ 40 bilhões por ano, dos quais, mais de US$ 9 bilhões são de produtos orgânicos, que são vendidos por quase o dobro do preço dos convencionais.

Como os orgânicos são comercializados por um valor diferenciado, esta seria uma boa alternativa para tornar lucrativa a agroindústria, para quem produz longe dos grandes centros urbanos.

O transporte de alimentos gin naturah, à longa distância, inviabiliza o negócio. A exportação de produtos de origem vegetal, ou seu transporte a longa distância, só é viável quando este produto tem um valor comercial muito alto – como madeira nobre, por exemplo – onde o preço do transporte fica muito diluído no preço final do produto.

Concorrer com os cinturões verdes dos grandes centros, na produção convencional, é perda de tempo. Então só há uma alternativa adequada para o Pantanal.

Nossa produção tem que ser focada em árvores que restabeleçam o gmato grossoh. A indústria tem que estar perto e ser de nível internacional. Temos que produzir olhando um mercado que está distante conhecendo suas necessidades. E, temos que atrair os turistas estrangeiros, aproveitando esta vocação natural do nosso Pantanal.

 

 

 V - Desenvolvimento Econômico (P.I.M.T.).

 

Quando se pensa o desenvolvimento, muitos são os parâmetros que tem que ser analisados. Porém, não se pode definir uma parte sem ter uma clara noção da sua importância dentro de todo o sistema. Um projeto bem elaborado, tem que pensar na parte com um olho no todo.

O Projeto New Hope propõe o modelo P.I.M.T.: Produção, Industrialização, Mercado e Turismo.

A produção tem que ser feita em uma escala tal que permita o beneficiamento em indústrias de largo porte, pensando inclusive na exportação.

Grandes indústrias precisam de grande quantidade de matéria prima, chegando na indústria no tempo apropriado, sem grandes interrupções, durante o ano todo. E no caso de frutas, isto pode ser muito complicado, por que normalmente o tempo de colheita da safra é bastante curto; e algumas frutas ou raízes, têm que ser trabalhadas logo em seguida à colheita, caso contrário, entram em processo de decomposição, perdendo a sua qualidade original.

Então uma grande indústria de alimentos produzidos a partir de frutas, receberia na safra, uma grande quantidade de matéria prima e ficaria sem material para processar até a próxima safra, inviabilizando o negócio.

Podemos pensar, por exemplo, em uma área com 20.000 ha. plantada com frutas de várias espécies, que produziria safras alternadas de forma a fornecer matéria prima para uma grande indústria, durante o ano todo, bem no meio da plantação. Sem agrotóxicos, sem pesticidas ou herbicidas; inclusive com uma linha de ervas e plantas medicinais, ou para a produção de cosméticos. Isto seria sem dúvida, um modelo muito bom para a região do Pantanal.

Portanto a indústria tem que ser pensada para utilizar vários tipos de frutas, olhando a produção. Já a produção tem que ser pensada de tal modo a atender as necessidades da indústria. Isto também se aplica ao mercado, pois este só vende o que foi produzido e/ou industrializado, e o produtor tem que ter um produto que satisfaça às necessidades do mercado.

A indústria mais lucrativa, de retorno mais rápido e com pouco impacto ecológico – desde que bem dimensionada – é o turismo, é a chamada indústria sem chaminé. Cada turista internacional deixa, em média, US$ 1.000 por país visitado.  Quando se pensa na produção, na indústria, no mercado e também no turismo, ao mesmo tempo, pode-se alcançar a maior lucratividade com o maior benefício para todos, incluindo o meio ambiente.

A indústria do turismo é uma área que tem suas regras específicas que não podem ser desrespeitadas. Por exemplo: No comercio dos grandes centros, ter várias lojas do mesmo tipo lado a lado, concorrendo entre si e dando mais alternativas aos clientes, pode ser muito interessante e atrair mais clientes; já no turismo, isto não se verifica, pois o turista não fica mais tempo em uma determinada região para fazer o mesmo tipo de passeio, ou desfrutar das mesmas comidas típicas.

Nenhum turista acha interessante visitar uma plantação cheia de agrotóxicos.

Uma indústria bem organizada, com cheiro de frutas frescas, e recheada com prosperidade, é sim um bom atrativo turístico.

Quando encontramos um bom produto no mercado, orgânico, com alta qualidade e que nos faz bem, sentimos vontade de algum dia visitar o local onde ele é produzido e preparado. E esta é também uma boa maneira de atrair o turista.

Propaganda a nível internacional custa muito caro e é demorada. Deus já providenciou uma excelente propaganda a nível mundial sobre o Pantanal, como uma região de floresta tropical úmida natural. Devemos ser sábios e utilizar essa propaganda que já está pronta e à nossa disposição.

 

 

 VI - Desenvolvimento do Ecoturismo.

 

Deus abençoou o Pantanal como uma dádiva natural para a humanidade. Se nós pudermos desenvolver nas pessoas uma gsaudade do Pantanalh, teremos todos os anos uma grande leva de turistas internacionais visitando nossas terras.

A decisão do turista de visitar um determinado local, normalmente se desenvolve com o passar do tempo, não é uma decisão súbita. Assim é que o turista tem que ser cativado, pescado com tempo. Os atrativos que gfisgamh o turista estrangeiro não são os mesmos que para o turismo regional; é preciso bastante experiência mundial para preparar um bom atrativo a nível internacional. As belezas naturais são interessantes, mas é fundamental que as condições de transporte e acomodação estejam à altura. O atendimento também faz muita diferença.

Turismo bem organizado atrai ainda mais turistas. Não há empreendimento que sobreviva ao mau gerenciamento. Portanto, temos que educar e preparar aqueles que irão servir ao turista internacional, além de emoldurar o ponto turístico com os adornos compatíveis.

A Coréia do Sul é um país 86 vezes menor que o Brasil, no entanto, recebe mais turistas que o Brasil. O nosso potencial é fabuloso; o Pantanal sozinho têm potencial turístico maior que a Coréia inteira, basta que acordemos e nos eduquemos para isso.

 

 

 VII - Intercâmbio Mundial.

 

PN é uma marca mundial, o nosso Movimento é mundial, nossas atividades são a nível mundial; a produção orgânica é um assunto de interesse mundial. Portanto sem alguma experiência mundial fica difícil compreender esses assuntos e fazer bons negócios com produto natural orgânico, que é o filão mais rentável do mercado agroindustrial hoje.

Historicamente as relações de troca entre as comunidades humanas sempre forjaram mudanças e benefícios mútuos. Um negócio, para ser bom, tem que ser vantajoso para os dois lados. Porém quem não conhece o mundo, não pode intercambiar com o mundo. Por isso estamos numa fase adiantada nas tratativas de estabelecer uma parceria entre Campo Grande e uma capital de um estado Sul Coreano, depois virá o estado de Mato Grosso do Sul e depois o Brasil.

Existem vários tipos de intercâmbios possíveis. Intercâmbio cultural, intercâmbio de estudantes e professores com fins educacionais, intercâmbio turístico, de guias de turismo e operadores, intercâmbio comercial, intercâmbio de tecnologias e assim por diante. O que realmente importa, é que as metas de longo prazo sejam cumpridas, garantido o mútuo benefício até a conclusão de processo. O que no caso de um projeto de desenvolvimento implica em um tempo considerável.

Se é que estamos realmente pensando em estabelecer um Movimento para a construção de uma gComunidade Mundial Idealh, que possa ser um exemplo de prosperidade, felicidade e bem estar, o intercâmbio internacional tem que ser levado muito a sério.

 

 

         VIII - Novo Governo no Mato Grosso do Sul.

 

A herança deixada pelos governos anteriores não é nada animadora. Várias das poucas indústrias aqui instaladas estão fechando e outras já se foram; a soja tem problema, o gado tem problemas e até as galinhas tem ameaças complicadas.

Por outro lado, atrair indústrias, além de não ser tarefa fácil, pode trazer aquelas poluidoras indesejáveis, que podem estragar ainda mais o nosso amado Pantanal. Por isso temos que nos unir, para em 7 ou 8 anos, fazer florescer o Pantanal como um estado próspero e feliz (leia o anexo II).

Nossas pesquisas já estão basicamente prontas. Tudo é possível desde que trabalhemos juntos mirando o mesmo ideal, mas caminhando pelos caminhos comprovadamente eficientes. Apenas boas intenções e um bom coração, não serão suficientes para nos levar para o Céu.

  

 

CONCLUSÕES

        

         I - Movimento da Construção de uma Comunidade Mundial Ideal, Modelo de Prosperidade, Felicidade e Paz.

 

Se nós viabilizarmos todos os itens anteriores não será nada difícil construir um modelo de sociedade ideal (leia os anexos I, II e III).

Uma comunidade para ser feliz tem que ter uma gcabeça boah; as pessoas devem ser saudáveis; devem ter um trabalho que seja prazeroso e produtivo; devem ter liberdade física e espiritual; precisam sentir que estão sendo úteis na construção de algo maior do que elas mesmas e que estão sendo adequadamente recompensadas por isso. Tal é a natureza do Ser Humano doada pelo Criador.

O Pantanal possui riquezas escondidas que ainda não foram exploradas. Não nos referimos a ouro ou diamantes, mas às ervas, raízes, cascas, folhas e frutos das plantas do Pantanal. Este tesouro, ainda nem aberto e já agonizante, pode dar à grande família humana a solução para muitas moléstias causadas pela gmá alimentaçãoh.

Se nós nos irmanarmos na busca, não apenas da solução dos nossos problemas, mas nos esforçarmos sinceramente em salvar nosso ecossistema para ajudar o mundo, indubitavelmente desfrutaremos de um sentimento de satisfação compensatória que o dinheiro não compra; além de oferecer ao mundo as riquezas do Pantanal.

A liberdade interna é conquistada quando se vive antes pelo bem dos outros. O nosso Pai Criador fez esse universo pelo bem dos outros, se sacrificando para dar felicidade aos seus filhos e criaturas; como somos imagem e semelhança de nosso Pai Criador, só nos sentiremos realizados quando refletirmos completamente sua natureza.

Um princípio filosófico, ecologicamente correto, diz que devemos criar ao nosso redor um ambiente onde todos os seres criados possam demonstrar a beleza potencial original, doada pelo nosso Pai Criador no tempo da criação.

O Movimento da Unificação tem trabalhado em muitas frentes com um mesmo objetivo; focado no estabelecimento de um mundo ideal. Por isso fundamos o time de futebol do CENE, fundamos o Centro Educacional New Hope, construímos e mantemos o Centro de Diagnóstico Médico de Guia Lopes da Laguna, plantamos vários produtos agrícolas em nossas terras, criamos gado e avestruzes e, pesquisamos muito e muito, para chegar a algumas conclusões, que acreditamos por que testamos na prática. Fundamos o INDAS, a AFUPM o Projeto Salobra e tantos outros.

Estabelecemos a A.P.P.N. (Associação de Proteção do Pantanal Natural). Fundamos esta organização para que existisse um movimento de massa, que fosse capaz de canalizar o sentimento e o desejo do povo de proteger este ambiente privilegiado. Não queremos ser os únicos donos deste tesouro, ao contrário sentimos a necessidade e estamos estimulando o próprio povo pantaneiro, para que se levante para protegê-lo.

Queremos fundar o I.P.P.N. (Instituto de Pesquisa do Pantanal Natural), e vários outros dentro do leque de entidades que visam proteger e reavivar o Pantanal (veja o anexo II).

Precisamos da sua ajuda!

 

 

II - Comparação entre o Brasil e a Coréia do Sul.

 

O Brasil é um país imenso; tem muita terra de excelente qualidade, tem um povo bom e trabalhador; é milionário em termos de biodiversidade; tem muita água e condições de se tornar em pouco tempo o celeiro do mundo. Porém a nossa taxa de crescimento anual ainda é uma das menores entre os países emergentes.

A Coréia do Sul é um país pequeno; tem muita tecnologia e pesquisa; tem gknow howh internacionalmente reconhecido; é um povo bom, pacífico e trabalhador, com uma história de mais de 4.340 anos, e que nunca invadiu nenhuma outra nação; tem um ideal religioso, muito bem enraizado em sua índole, de construir uma sociedade ideal onde todos possam viver de mãos dadas.

Parece-nos, que a parceria ou irmandade entre essas duas nações irá trazer vantagens para os dois lados. Estamos trabalhando seriamente para construir uma comunidade mundial ideal e precisamos de gente que represente todos os aspectos da vida humana, de todas as cores, de todos os credos e de todas as tendências. Só é preciso acreditar e tentar.

A desconfiança, o preconceito, a dúvida e o ódio, não têm muito a ver com essa Comunidade Mundial Ideal.

Os orientais dizem que o primeiro passo corresponde a metade do caminho; isto é por que quem dá o primeiro passo já tomou a sua decisão. E você? Quando vai dar seu primeiro passo na direção do Reino do Céu? Em direção ao Tchon Il Guk?

 

O convite está feito, estamos aguardando a sua resposta.

 

 

        III - Conclusão final

 

Temos que começar imediatamente um processo de reflorestamento em toda a Região do Pantanal. Isto é uma emergência para o Pantanal, para o Brasil e para o Mundo. Os sinais da mudança climática dos últimos anos não deixam nenhuma dúvida, ou espaço para opções temporárias.

Se nos conscientizarmos, e trabalharmos juntos, poderemos recuperar rapidamente todo o ecossistema, gerar muitos postos de trabalho, ganhar boas recompensas, produzir alimentos e remédios para toda humanidade, atrair turistas e viver felizes e saudáveis no Reino do Céu na Terra.

Se falharmos, vamos deixar morrer um dos últimos santuários ecológicos do Planeta. Viveremos pobres e mal alimentados comendo gfast foodh importada. Como mendigos morando em um palácio, sem perspectivas ou esperanças.

 

Às vezes, os homens desejam algo, mas por mais que se esforcem acaba não acontecendo. Outras vezes, homens até mesmo tentando cumprir uma necessidade histórica, ainda assim, não conseguem levar a termo uma iniciativa. Contudo quando os homens cooperando com a Providência Divina, se lançam ao trabalho, ainda que com sacrifícios pessoais; com certeza o empreendimento alcançara sucesso.

 

Muito mais do que os homens pantaneiros, Deus está interessado em proteger e usar o Pantanal em benefício de toda humanidade. Vamos aproveitar essa chance, que talvez seja única.  

 

Se você comunga com essas idéias entre em contato conosco para receber novas informações. Nossos endereços seguem abaixo na esperança de que possamos trabalhar juntos.

 

              Se você tem críticas ou sugestões elas também serão bem vindas.

 

 

 

Este texto foi elaborado de acordo com os ideais e propostas do Rev. Dr. Sun Myung Moon para a região do Pantanal.

 

 

PROJETO NEW HOPE EAST GARDEN

 

INSTITUTO NATURAL PARA O DESENVOLVIMENTO DA AMÉRICA DO SUL

 

 

INDAS - Rua Colombo, nº 36 – Novo Horizonte – Campo Grande - MS

Cep: 79117-311    tel-fax: 3365 3507 – 3365 6113

E-mail: afupm@brtubo.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anexo I

A ÚNICA SOLUÇÃO POSSÍVEL

 

-Os assentamentos rurais são hoje uma grande dor de cabeça !!! 

-Os proprietários rurais não querem perder suas terras, não gostam de conviver com os assentamentos e não estão satisfeitos com o que recebem do governo - nem na quantia nem na forma de pagamento.

-Os assentados não conseguem uma produção que seja suficiente para que suas famílias vivam com dignidade, e não tem como atender suas necessidades básicas diárias, seguindo os modelos apresentados. 

-As prefeituras não tem condições de dar assistência médica, educação, eletricidade e transporte aos assentamentos rurais.

-Os governadores tem que segurar uma batata quente tentando não desagradar aos assentados, nem aos fazendeiros, nem aos prefeitos nem ao presidente, e não tem como satisfazer a todos.

-O presidente tem um compromisso com todos. É o presidente da nação, e não apenas de uma parte. Não tem como fazer tudo o que gostaria, e já esta de cabelos brancos tentando harmonizar tantos interesses em oposição irreconciliável.

 

    No dia 18 de julho de 2004, no programa Globo Rural de domingo, foi mostrada uma bela reportagem sobre o mais antigo assentamento do estado de São Paulo. Para resumir o assunto, naquele caso que tem mais de 45 anos, as famílias que foram bem sucedidas são aquelas que trabalharam com fruticultura. O fato daquele projeto estar perto de grandes centros consumidores como Campinas e São Paulo, e também de portos exportadores, influenciou os resultados; coisa esta que não aconteceria aqui no Mato Grosso do Sul, mesmo que fosse perto da Capital, por que uma grande quantidade de frutas, produzidas por muitos pequenos produtores, por exemplo, não teria como ser absorvida só no nosso estado, que não tem tradição de consumo nesta área. Além do mais, estamos muito longe dos mercados consumidores internacionais e, no caso de fruticultura, isto faz muita diferença, pois as frutas perdem muito de sua qualidade quando transportadas a longa distância.

    Uma solução seria a instalação de uma grande indústria para transformar estas frutas em produtos industrializados exportáveis. Mas todos sabem que uma indústria só se instala perto da fonte de matéria prima ou perto dos consumidores. E, praticamente falando, quem seria esta indústria que viria para cá sem ter a certeza do retorno, pois ainda não temos as frutas de que ela precisaria? Aqui não há mão de obra qualificada e nem certeza de altos lucros.

     Então como podemos resolver este impasse? A fruticultura é uma vocação natural do Pantanal. Se produzirmos frutas sem a utilização de defensivos químicos, tais produtos teriam maior preço de revenda no exterior, trazendo maiores lucros e compensando o gasto com transporte. E, se além disso, somarmos o fato de que temos mão de obra barata, boa qualidade de solo para esta atividade, que o solo ainda não está muito poluído, o clima é bom, que temos muitas frutas nativas que não precisam de defensivos e que até mesmo existe dinheiro para uma atividade tão benéfica; chegamos a um conjunto de fatores muito interessantes.

    Mas ainda há problemas. Quem se aventuraria a contratar milhares de pessoas para produzir frutas? Quem arriscaria, por exemplo, 20.000 hectares de terras boas plantando frutas durante 4 ou 5 anos e construindo uma indústria arcando com problemas trabalhistas, greves, mudanças internacionais e coisas do tipo, acreditando num benefício potencial, altruisticamente?

    Nosso movimento tem uma boa idéia, tem tecnologia e tem mercado internacional. O Movimento da Unificação Internacional tem grandes indústrias na área de fruticultura que poderiam ajudar a resolver este impasse.

    A idéia é simples: Usar 3 ou 4 hectares de terra de cada família do assentamento rural para fruticultura, fornecer as mudas, o insumo e a tecnologia para o assentado e garantir a compra da produção a preço de mercado. O assentado trabalha com sua família em sua própria terra, tem tudo o que precisa para a produção e fornece a matéria prima para a indústria de exportação. Usa apenas um pedaço de sua terra, aumenta a rentabilidade da família e traz trabalho e riqueza que fica na região.

    Uma indústria nesta área só seria viável se recebesse matéria prima produzida em cerca de 20.000 ha de área produtiva, pois o maquinário usado na indústria de transformação de alimentos para o mercado de exportação são dimensionadas para alta produção, a fim de garantir a competitividade que o mercado mundial exige; para que receba matéria prima para trabalhar ininterruptamente a maior parte do ano, tal indústria teria  que receber frutas durante o ano todo, e nós sabemos que a maioria das frutas é colhida em um curto período do ano.  Assim sendo, várias espécies de frutas tem que ser plantadas de forma organizada para serem colhidas e transportadas na época certa e em quantidades adequadas para não haver grandes perdas, nem ociosidade na indústria.

Portanto a parceria aqui não é uma questão de escolha, é uma questão de sobrevivência mútua, o que seria mais corretamente chamado de simbiose, do que de parceria.  Acontece que organismos simbióticos morrem sem a presença do parceiro correspondente, e é isso que esta acontecendo com alguns assentamentos rurais, que não tem o parceiro correspondente.

    A indústria não tem como sobreviver sem matéria prima por um preço bom; por outro lado o pequeno proprietário de terras, que vive longe dos grandes centros, que não tem uma boa estrutura, não conseguirá sobreviver no mundo dos agronegócios competindo com os grandes fazendeiros a menos que encontre um parceiro que absorva sua produção.

O produtor rural dos dias de hoje tem que ter em mente que além de agregar valor pela mão de obra familiar, sua produção tem que ser aceitável segundo padrões de qualidade tanto a nível nacional quanto internacional, remunerando assim os esforços de todos os participantes do processo.

 

PROJETO NEW HOPE EAST GARDEN

INSTITUTO NATURAL PARA O DESENVOLVIMENTO DA AMÉRICA DO SUL

 

Anexo II

 

O QUE PRECISAMOS PARA DESENVOLVER O NOSSO ESTADO

 

 

Quem são aqueles que merecem ser os herdeiros do pantanal?

 

São aqueles que mais amam o pantanal.

Aqueles que mais pesquisam o Pantanal.

Aqueles que mais investem e se sacrificam pelo pantanal.

 

 

Estamos propondo uma série de movimentos que visam o muito divulgado, ainda que pouco praticado, desenvolvimento sustentável da regi