O Significado Providencial dos Cem Anos de Imigração Japonesa no Brasil
Este ano comemora-se cem anos de Imigração Japonesa no Brasil. Também oficialmente são comemorados vinte anos da imigração brasileira ao Japão.Muito embora aparentemente trata-se apenas de um marco de relação entre dois países, a razão providencial desses fatos fundamenta-se numa providência em que a meta é a restauração de uma nação.
Japão e Brasil possuem culturas, sistemas sociais e políticos totalmente diferentes.Mas em se tratando de missão providencial, ambas as nações são nações com posições providenciais de mãe. Japão como mãe do mundo e Brasil como mãe da América Latina.
Em realidade, essas duas nações teriam que se conectar de alguma maneira para desenvolver o papel providencial destinado a eles.
A fortuna celeste nasce nos montes Himalayas e desce até a China até que chega ao seu destino que são as montanhas Diamantes na Coréia do Norte, onde os Verdadeiros Pais nasceram. Esta fortuna celeste na nação Pai passa então para a nação Mãe e é transmitida para os países da orla do Pacífico, centralizado no estado americano do Hawaii. Esta fortuna celeste então passa para a América Latina, o destino final. É necessário, no entanto, estabelecer um elo de ligação providencial entre o Japão e o Brasil.
No final do século 19, o Japão retornava ao sistema imperial depois de vários séculos da Era Edo, quando a nação era governada pela família do shogunato de Tokugawa. O imperador Meiji que restaurou o poder da família imperial destruiu o sistema social baseado na classe militar dos samurais, abriu as portas para o comércio exterior e adotou vestimentas ocidentais. No início do século 20, a economia da nação estava péssima, fazendo com que o governo incentivasse a população rural a imigrar para outros países. Muitos imigraram para a Manchúria, Estados Unidos e América Latina. Os que imigraram para o Perú trabalhavam nas plantações de cana de açúcar sob péssimas condições. No primeiro ano da imigração, havia a média de falecimento de um imigrante por semana. Em relação ao Brasil, iniciava-se o processo de ligação espiritual entre os dois países tipo Mãe. O navio Kasato Maru com 781 imigrantes japoneses saiu do porto de Kobe (Kobe significa porta de Deus) e chegou no porto de Santos no dia 18 de junho de 1908 (18=6×6)(junho=6)(1+9+0+8=18). Os imigrantes foram trabalhar em cafézais do estado de São Paulo.
O Japão iniciava o processo de conquista de vários territórios da Ásia como a Coréia, Manchúria, Taiwan e outros, praticando atos de atrocidades que deixaram profundos ressentimentos no coração desses povos até hoje. Fato é que, depois do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, segundo as palavras do Verdadeiro Pai, Deus não queria mais botar os olhos no Japão.
O Verdadeiro Pai nesta época estava estudando na Universidade de Waseda em Tokyo. O Verdadeiro Pai, então, pediu para Deus conceder a posição de Nação Mãe ao Japão. Isto implicaria numa responsabilidade pesada para o Verdadeiro Pai no futuro.
O Japão tinha por obrigação pagar a indenização por crimes de guerra à China. Se assim fosse, a recuperação economica do pós-guerra seria lenta e poderia afetar a providência do Japão no futuro. Através de um contato com um político japonês, o Verdadeiro Pai incumbiu-se de entregar uma carta escrita pelo Imperador Showa (Hiroito) para o chefe do partido popular chinês, (Kuomintang) Chang Kai Shek. Após o fim da guerra, todos os japoneses foram expatriados da China. Nenhum cidadão japonês poderia mais entrar na China. Havia um conflito interno já na época entre Chang Kai Shek e Mao Tse Tung. No final das contas, Chang Kai Shek teve que se isolar em Taiwan, criando um governo independente.
O Verdadeiro Pai foi até o porto de Pusan e viajou de trem até a fronteira da Coréia do norte com a Manchúria. Não posuindo passaporte, o Verdadeiro Pai ficou debaixo do trem, agarrando-se à estrutura de ferro, viajando por cerca de sete horas clandestinamente até Peking para entregar a carta para Chang Kai Shek. Graças a este ato de perdão absoluto do Verdadeiro Pai, Chang Kai Shek oficialmente cancelou a indenização de guerra que o Japão devia para a China. Caso esta carta chegasse um pouco mais tarde, esta chegaria nas mãos de Mao Tse Tung, que certamente iria rejeitá-la e muito provavelmente, o Japão estaria em problemas até hoje.
Após a rendição do Japão, o governo americano, na pessoa do general Douglas MacArthur administrou o Japão de 1945 até 1951. Douglas MacArthur possuia um dilema assim que chegou ao Japão. Deveria mandar o imperador Hiroito para ser julgado como criminoso de guerra e enforcá-lo ou deveria poupá-lo. Como não sabia como o povo japonês reagiria, pediu conselhos a amigos cristãos na América e estes recomendaram Mac Arthur a contactar um pastor cristão japonês que havia estudado na América. Seu nome era Toyohiko Kagawa. Reverendo Kagawa nasceu em Kobe (o mesmo porto de onde saiu o navio Kasato Maru). Lutou pelos direito de voto das mulheres e direitos dos trabalhadores. Foi preso várias vezes em 1921 e 1922 pelo seu trabalho de tentar implantar direitos trabalhistas com cooperativas agrárias. Em 1928 iniciou suas críticas à política japonesa de conquista militar com a fundação da Liga Nacional Anti-guerra. Em 1940 pediu perdão públicamente à China pelas atrocidades japonesas e foi preso e torturado pelo governo. Devido ao seu movimento em prol da paz, foi indicado em 1954 e 1955 para o Prêmio Nobel da Paz.
MacArthur recebeu uma carta do Reverendo Kagawa, que explicava que o povo japonês iria fazer uma revolução, caso o imperador fosse julgado. O povo japonês, segundo ele, é estruturado na centralidade da figura do imperador. MacArthur aceitou os conselhos do Reverendo Kagawa e a vida do imperador foi poupada Em 1946, no palácio imperial, diante do Imperador, Reverendo Kagawa disse,"Quem é o maior terá que ser o servo de todos. A soberania de um governante, Sua Majestade, está no coração das pessoas. Só servindo aos outros, um homem ou uma nação poderá se assemelhar a Deus."
Depois de 1945, o final da Segunda Guerra Mundial, passaram-se 10 anos e em 1955, Reverendo Kagawa chega ao Brasil para pregar o Evangelho e ensinar o sistema de cooperativismo agrário aos imigrantes japoneses no Brasil. Já haviam missionários cristãos japoneses no Brasil, principalmente da Igreja Holiness. Reverendo Choi que fundou a Igreja da Unificação do Japão e Reverendo Kamiyama pertenciam a esta igreja.
Reverendo Kagawa foi até Assaí, no norte do Paraná, onde havia uma grande concentração de imigrantes japoneses, acompanhado de um pastor da Igreja Holiness. Aconselhou muitos fazendeiros japoneses a como prevenir que a geada destruísse as plantações de algodão. Muitos rejeitaram o evangelho e os conselhos agrícolas. Após alguns anos, a geada acabou destruindo muitas plantações. Reverendo Kagawa faleceu em 1960. Não há dados de que ele chegou a conhecer o Verdadeiro Pai ainda em vida.
Após 1955, passam-se 10 anos e em 1965, em junho, chega ao Brasil o missionário japonês Sasaki. Em julho, o Verdadeiro Pai abençoa o Campo Sagrado no Rio de Janeiro. Mais uma tentativa de unir espiritualmente Japão e Brasil.
Passam-se 10 anos e em 1975, chegam ao Brasil, o Reverendo Hyung Tae Kim (430 casais), senhor Ozeki (1800 casais) e Reverendo Nishiwaki (1800 casais).
Em 1982, 70 irmãos e irmãs brasileiros participam da Benção dos 2075 casais em New York e mais 70 irmãos e irmãs na Benção de 6000 casais em Seul. Muitos foram abençoados com irmãos e irmãs japonesas.Muitos Latino-americanos também são abençoados com irmãs japonesas.
10 anos após 1975, em 1985, completa-se o fundamento para a compra de uma Sede no Brasil, que é oficialmente adquirida em abril de 1986. Neste ano, chega Reverendo Hideo Oyamada (futuro Messias Nacional) ao Brasil.
Passam-se 10 anos depois de 1985 e em 1995 inicia-se a missão das missionárias japonesas do grupo dos 1600 e o início da providência de Messias Nacional do Brasil.
Depois de 10 anos, em 2005, no Hotel New Otani Makuhari, na província de Chiba, Reverendo Hideo Oyamada recebe o título de Comendador brasileiro.
Durante todos esses anos, os Verdadeiros Pais lutam incessantemente para assegurar que o Japão cumpra a responsabilidade. Anos após ano, condições pesadíssimas atrás de outras condições mais pesadas finalmente asseguraram a posição de nação Mãe, o que possibilita que a nação Mãe da América Latina possa cumprir também sua responsabilidade.
Após três anos de providência para o início, em 2008, o ano do jubileu, a união espiritual entre Japão e Brasil é concretizada internamente e externamente. Neste ano além dos cem anos de imigração japonesa ao Brasil, também são comemorados vinte anos de imigração brasileira ao Japão. Cem adicionados a vinte resulta em 120, o número do fundamento da nação. A fortuna celeste pode fluir livremente para o Brasil e a América Latina.
Muitos são os casais internacionais entre Japão e Brasil que merecem os sinceros cumprimentos pelo estabelecimento deste fundamento. Histórias não divulgadas de lágrimas, sofrimento e tribulações pelo peso desta providência existem e não são poucas. A todos os casais e também as missionárias japonesas no Brasil que sofreram ou ainda sofrem, o mais profundo respeito é devido.
Os casais internacionais e interraciais são o exemplo vivo e real do que os Verdadeiros Pais ensinam. Falar em amar outro país ou outra raça da boca prá fora é relativamente simples, mas viver isso na sua própria famíla é algo totalmente diferente. A Benção entre Japoneses e Latino-Americanos é uma das mais difíceis e complicadas justamente porque o propósito e a expectativa de Deus é muito alta para esta providência
Que o Brasil e a América Latina tenham Vitória, Iluminação e Paz.
Deus abençoe a todos.
R.K.Kajiwara